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AnimaPIX é mais do que animação por Nancy Matos

2019-12-31

AnimaPIX é mais do que animação

por Nancy Matos

Quando eu disse ao meu amigo que ia ao Pico para participar no festival de animação, AnimaPIX, ele disse, “Mas tu não gostas de animação”. Sim, é verdade, eu nunca vi os quatro filmes da Pixar de Toy Story, e não tenho interesse no último lançamento da Walt Disney. Mas, isso não é tudo que existe na animação e animação não é só o que há no AnimaPIX.

Claro, há filmes de animação. Mas os personagens não têm nomes como Elsa ou Shrek. Em vez, conhecemos Totoro, o querido amigo de Mei e Satsuki no filme japonês O Meu Vizinho Totoro, e Tito, um rapaz que tenta descobrir forma de salvar a população de uma epidemia com ajuda dos pássaros, no filme brasileiro Tito e os Pássaros. Também tivemos o prazer de conhecer o Tio Tomás da maravilhosa curta-metragem Tio Tomás, A Contabilidade Dos Dias, com a cineasta, Regina Pessoa, presente. Durante uma apresentação informativa e divertida, antes do filme, a premiada realizadora de animação explicou a inspiração e o processo dos seus filmes, que são galardoados em todo o mundo.

Que sorte tivemos. Não só a oportunidade de ver este filme, que pretende homenagear o tio Tomás da cineasta, “um homem humilde e um pouco excêntrico que teve uma vida simples e anônima”, como o filme é uma das 10 animações pré-seleccionadas para os Oscars 2020. Que sorte ter passado uma noite num ambiente íntimo, aqui na nossa pequena ilha do Pico, no Auditório da Madalena, com o célebre cineasta, e produtor do filme, Abi Feijó, conversar pessoalmente e até brindar a noite com um copo de Arinto.
Durante o festival de cinco dias houve curtas-metragens diariamente para crianças e adultos, destacando a grande variedade de contribuições do mundo da animação, alguns sombrios, outros engraçados e outros que nos fazem fazer ainda mais perguntas. Entre os filmes e apresentações, havia animação de uma forma diferente – de música, livros, e até fantoches, sempre com sorrisos, e sempre liderado pela energia contagiosa de Terry Costa, o diretor da MiratecArts. Esta associação, comemorando e promovendo cultura artística, produzindo festivais como o AnimaPIX, e recomendo o Montanha Pico Festival em janeiro, que inclui concertos e visitas a grutas com poesia, e ainda o Azores Fringe Festival em junho, onde teatro e dança ao vivo acontece a qualquer momento, em qualquer lugar na ilha.

Foi delicioso, mas chocante, ver crianças da escola local descobrir revistas de banda desenhada pela primeira vez. Eles nunca sentiram aquele papel fino e colorido em suas mãos, só reconhecendo o Homem-Aranha de pijama, curiosas para saber por que a história é escrita em pequenos quadradinhos. Numa tarde, o festival foi ter com os mais pequenotes na escola, com os fantoches da Rini Adriaans e Pieter Adriaans na guitarra, cantando histórias da bruxa que secretamente gosta de crianças, do corvo que foi batizado de Chico e a foca que quase foi levada para casa pela pequena Maria, que não queria separar-se da fofa criatura do mar.

À noitinha houve leituras de livros para todas as idades, incluindo o lançamento do livro Néveda nos Açores. Se alguém esperava ler sobre o famoso licor verde que os Picorotos adoram, tiveram uma surpresa, pois este livro é sobre uma menina flor que viajou por todas as ilhas dos Açores. Após a leitura com o autor Terry Costa e a ilustradora Vera Bettencourt, fomos presenteados com biscoitos especiais “Calçada de Néveda”.

Além dos livros e filmes, o festival apresentou as contadoras Lucrécia Alves e Ilda Aguiar da RJ Anima, que entretiam as crianças com suas histórias divertidas tanto quanto os adultos. Ilda apanhou-nos com uma história que crescia com a viragem de cada página, requerendo participação do público, e a Lucrécia pediu-nos para ler seus mini-livros feitos à mão, conetados por fios coloridos. Afinal, éramos todos contadores... e artistas também. Lucrécia entregou a cada um de nós, incluindo uma avó e sua neta, um pequeno papel emoldurado para desenharmos nossos auto-retratos. Foi a primeira vez desde a minha infância que segurei um lápis e fiz um desenho.

Saí naquela noite com novas histórias, amigos, e um lápis colorido, uma oferta especial da Lucrécia, para incentivar a criação de mais desenhos no futuro. Não sei de que outra forma eu teria a oportunidade de participar neste tipo de atividades, já que meus dias de escola se foram. Felizmente, existem festivais como o AnimaPIX, mesmo neste espaço isolado, no meio do Oceano Atlântico. Conheci artistas de todo o país, novos amigos locais e a minha criança interior.



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